Reconto
Actividade 1
Era uma vez dois irmãos chamados Hansel e Gretel. Viviam numa família muito pobre e a sua madrasta era muito má, que influenciava negativamente o pai.
Um dia, Hansel e Gretel, ouviram sem querer, uma conversa da sua madrasta com o seu pai:
Madrasta – Ó amor, já estou farta destes miúdos, portam-se mal e ainda por cima não temos dinheiro suficiente para nos manter a todos!!
Pai – Nunca na vida hei-de abandonar os meus filhos, nem que para os sustentar tenha de passar fome!!!
Mas com muita conversa fiada, a madrasta lá conseguiu convencer o pobre homem a abdicar dos seus filhos:
Madrasta – Como vamos sempre buscar lenha à floresta, deixá-mo-los lá!!!! (Com um sorriso malicioso com sabor de vitória)
Pai – (Com lágrimas sofredoras nos olhos) Se tu o dizes… Mas, querida, está a custar-me tanto separar-me dos meus meninos…
Madrasta – Querido, é para o nosso bem e para o bem dos nossos filhos também!!!
Hansel e Gretel, depois de ouvirem a conversa correram para o quarto e deitaram-se, fingindo estar a dormir! Assim que a madrasta e o pai se deitaram, eles fugiram de casa e foram buscar pedrinhas brancas.
No dia seguinte, foram todos buscar lenha, como era costume naquela casa, porque o pai era lenhador. Até que a determinada altura…
Madrasta – Hansel e Gretel, esperem aqui um pouquinho enquanto eu e o vosso pai vamos ver se há madeira à beira da colina. Fiquem aqui e apanhem toda a lenha que puderem!! (e foram-se embora)
Hansel e Gretel, que haviam deixado as pedrinhas brancas pelo caminho, estas reluziam na escuridão da noite e assim, eles conseguiram regressar a casa!!! O pai ficou muito feliz por rever os seus filhos, mas a madrasta ficou muito zangada. Então, nessa noite, fechou à chave todas as portas e janelas, e guardou a chave com ela, para que eles não pudessem ir apanhar mais pedras!! No dia seguinte, voltaram a ir buscar lenha, só que desta vez Hansel e Gretel deixaram migalhas de pão (o seu jantar da noite passada) para saberem o caminho de regresso a casa. E tal como no dia anterior, o pai e a madrasta deixaram os irmãos sozinhos na floresta. Só que desta vez, os pássaros haviam comido as migalhas que Hansel e Gretel deixaram. Eles estavam perdidos e cheios de medo de não conseguir regressar a casa. Andaram, andaram, andaram até que, encontraram uma casinha feita de chocolate, com janelas de baunilha e telhas de gomas!!! Como tinham muita fome, correram para lá e começaram a comer as guloseimas que mais gostavam. Até que ouviram uma voz:
- Quem é que esta a comer a minha casa?
Hansel e Gretel, envergonhados e cheios de medo do que pudesse acontecer, apresentaram-se diante daquela velha senhora que lhes deu um enorme sorriso e os recebeu com muita simpatia na sua humilde casinha!! Deu-lhes doces e mais doces, guloseimas e mais guloseimas até que eles ficaram cheios!! Pouco tempo depois adormeceram, e quando acordaram viram que aquela velha senhora era, na verdade, uma bruxa má!!! Trancou o Gretel num quarto escuro e fez da Hansel uma criada. A pobre menina, para ale de limpar a casa, tinha também de alimentar muito bem o seu irmão. Porque a bruxa ia comê-lo quando ele estivesse gordinho!!! Um dia, a bruxa foi ao quarto escuro, onde estava o Gretel e pediu que ele estendesse a mão para ela apalpar o dedo e ver se ele já estava bem gordinho, para o poder cozinhar!! Mas ele, em vez do dedo agarrou num osso e estendeu-o e ela, como via mal, pensou que era mesmo o dedo dele!!!
- Como é possível, tem comido tão bem e continua assim magrinho!!! Mas vou comê-lo na mesma!!! Hansel, prepara o forno!!
A Hansel obedeceu às ordens da velha bruxa, e quando o forno estava bem quente, ela chamou a bruxa e disse:
- O forno já está pronto, ora espreite para ver se está tudo como a senhora gosta!!!
E quando a bruxa se debruçou para espreitar para dentro do forno ela empurrou-a para lá para dentro e fechou a porta do forno!!! Depois foi a correr até ao quarto escuro onde estava o Gretel, e abriu-lhe a porta!!! Os dois irmãos abraçaram-se de tão contentes que estavam. Depois foram a uma sala, onde a Hansel tinha visto a bruxa a esconder qualquer coisa. Quando abriram a porta viram um grande baú, abriram-no e lá dentro estava um enorme tesouro em moedas de ouro.
Saíram daquela casinha de chocolate, andaram, andaram, andaram até que conseguiram achar o caminho de regresso a casa. Quando lá chegaram, o pai estava muito triste, a madrasta tinha morrido e ele ele pensava que os seus filhos estavam mortos. Quando os viu chegar, com aquele tesouro, ficou muito feliz e prometeu que nunca mais os deixava sozinhos na floresta!! E viveram felizes para sempre!!!
Actividade 2
O coelho poderia utilizar vários argumentos, tais como, o desenvolvimento da tecnologia: se já podemos fazer vídeo-chamadas, podemos, através da net, falar com uma pessoa que está do outro lado do planeta, se já fomos à lua, porque não haveria um coelho poder comer uma hiena!? Podia também, abordar a igualdade de direitos, a emancipação dos coelhos, uma raça oprimida durante anos pelas hienas, serem eles a devorarem as hienas e não o inverso.
Actividade 3
A Raposa e o Lobo
Sabiam que os lobos são inimigos mortais das raposas? Pois, o certo é que são mesmo, e a razão pela qual um não pode ver o outro nem pintado de ouro está descrita nesta história:
Um dia uma Raposa e um Lobo, que eram muito amigos, mataram um grande coelho! Mas como naquela altura não tinham fome, decidiram enterrar o animal, deixando apenas o rabo de fora, para o comerem, juntos, noutro dia qualquer!
Passados um ou dois dias, o Lobo vira-se para a raposa e pergunta-lhe:
- Então Raposa, é o hoje que vamos comer o nosso coelhinho?
E a Raposa, matreira, respondeu:
- Não Lobo, hoje tenho um baptizado do filho de um amigo meu, e não posso comer contigo o coelho!
- Está bem, então fica para amanhã! – Disse o Lobo, na sua inocência.
- Tudo bem Lobo, fica combinado, então amanhã comemos o coelho que caçamos juntos! – Disse a raposa, com um sorriso malicioso nos lábios. Mas, na verdade, a Raposa não ia a um baptizado, mas sim, começar a comer, sozinha, o coelho (porque achava que se o comessem juntos, ela não ia comer muito!).
Nesse mesmo dia à noite, o Lobo e a Raposa, encontraram-se, por acaso, na floresta e o Lobo perguntou:
- Então minha amiga Raposa, como foi o baptizado?
- Foi muito bom, fartei-me de comer! – Disse a raposa.
- E como é que se chamava o raposo? – Perguntou, curioso, o Lobo.
- Comecei-te… – Disse a Raposa.
- É amanhã que vamos comer o coelho, não é Raposa?
- Ai Lobo, sabes, lá no baptizado do miúdo, encontrei um amigo meu que já não via há muito tempo e ele convidou-me para o baptizado da filha dele que é amanhã! Não te importas que eu vá, pois não?
- Não Raposa, temos tempo de comer o coelho! Fica para depois de amanhã, está bem? – Disse, compreensivamente, o Lobo.
- Está óptimo! – Disse a raposa, mais uma vez, com um sorriso matreiro! E foi comer mais um bocado do coelho, deixando-o mais ou menos a meio!
No dia seguinte, depois do “baptizado” que a Raposa foi, o Lobo encontrou-a e perguntou-lhe:
- Então minha amiga Raposa, gostaste do baptizado?
- Ai… gostei muito! E comi imenso!!!!!! – Respondeu a Raposa com cara de satisfeita!
- E como era o nome da raposa? – Perguntou o Lobo, mais uma vez curioso.
- “Amiei-te”…
- Então fica para amanhã, a nossa refeiçãozinha? – Perguntou o Lobo.
- Ó Lobo, desculpa-me, que esquecida que eu sou!!!! Esqueci-me de te avisar, eu tenho um baptizado amanhã, marcado há semanas!!! Mas tu sabes como eu sou uma esquecida, nunca mais me lembrei do baptizado! Hoje é que outro amigo meu me lembrou do compromisso, que eu já nem me lembrava! Pode ficar para outro dia? – Perguntou a Raposa.
- Claro, fica para depois de amanhã, está bem?!!!
No dia onde era suposto ela ir a um baptizado, ela acabou de comer o coelho, deixando só a parte do rapo, com o pompom para fora.
No dia seguinte, à noitinha, o Lobo e a Raposa encontraram-se outra vez na floresta e o Lobo, como fez das outras vezes perguntou à Raposa?
- Então Raposa, gostaste de ir ao baptizado?
- Claro, tirei a barriguinha de misérias!
- E qual era o nome do animal?
- Acabei-te…
- Então, sempre vai ser amanhã o grande dia? – Perguntou, ansioso, o Lobo.
- Claro, então fica marcado, amanhã vamos comer o nosso coelho!
- A sério? – Perguntou o Lobo, perplexo com a noticia. – Não tens nenhum baptizado?
- Não meu amigo Lobo, amanhã não tenho nada marcado, vamos mesmo poder comer o coelho!
- Ai que boa noticia que tu me dás, Raposa!!!!!!!
No dia seguinte encontraram-se e foram até ao sitio onde tinham enterrado o coelho e deixado o rabo peludo de fora.
- Queres ser tu a tirar o coelho, minha amiga Raposa? – Perguntou o Lobo.
- Ai Lobo, tenho as costas muito doridas, tira-o tu por favor! – Respondeu a Raposa, com voz matreira!
- Está bem – Disse o Lobo. Agarrou no rabo do animal e puxou-o com quanta força tinha!!! Só como lá só existia o rabo, a força foi demais e ele depois de dar duas cambalhotas rebolou pelo monte abaixo. Enquanto isso, a Raposa fugiu. Desde esse dia, o Lobo e a Raposas nunca mais se falaram.
Moral da História: Através de uma mentira ou da ganância de uma das partes, uma amizade muito estável pode tornar-se na maior das inimizades. Por isso, cultiva o amigo como se fosse uma flor, porque um amigo não é um dado adquirido!!!!
Palavra Mágica
Leitura Orientada
1.1 - Este conto anda em volta da palavra “inócuo”, que quer dizer sem dano algum, inofensivo.
Tudo começou numa discussão entre o Ramos e o Silvestre. O Ramos, num rasgo de desvario chamou-lhe inócuo, sem sequer saber o significado da dita palavra. A palavra correu toda a freguesia, tomando os mais variados significados desde ladrão, bêbado, vadio, trampolineiro, assassino… Sempre que alguém queria ofender outro alguém, recorria à palavra supracitada! As confusões começaram a tomar proporções exageradas, até que a meio de um julgamento o juiz chegou à conclusão que a palavra que estava na boca do povo significava “sem qualquer dano”. Mas, as pessoas, que haviam se habituado a recorrer a esta palavra durante as discussões, não aceitaram muito bem o desfecho desta história, principalmente o advogado.
1.2 – Silvestre era um homem muito dado. Não se preocupava com o seu próprio bem, antes pelo contrário, era muito amigo do dar, o que lhe dava uma sensação de paz.
Certo domingo, Silvestre, sem querer, provocou o Ramos da loja, ao dizer que o trabalho de um homem do campo é mal pago. O Ramos, que entendeu essa provocação como um desejo de discórdia irou-se muito e começou uma discussão acesa, até que, a certa altura, o Ramos chamou ao Silvestre a palavra “inócuo”.
1.2.1 – A mudança fonética foi a redução da palavra às sílabas tónicas.
A palavra “inócuo” surgiu a meio de uma discussão. Como tal, mesmo não conhecendo o significado, as pessoas assumiram-na como uma palavra insultuosa, uma vez que a meio de uma discussão não surgem palavras elogiosas.
1.3.1 – O primeiro episódio é o do Silvestre e vai do 1º ao 13º parágrafo. O 2º episódio é o do Paulinho e vai do 14º ao 16º parágrafo. O 3º episódio é o do sujeito de gabardina e é o 17º parágrafo. O 4º episódio é o da rainha e é o 18º parágrafo. O 5º episódio é o de Perdigão de cabritos e é do 19º ao 23º parágrafo. O 6º episódio é o do Ajudante e vai do parágrafo 24º ao 27º. O 7º episódio é o do filho do Gomes e vai do parágrafo 28º ao 32º. O 8º episódio é o do tribunal e vai do parágrafo e vai do parágrafo 33º ao 46º. E o 9º e último episódio é o do filho do gomes novamente, que são os 3 últimos parágrafos.
1.3.2 - Com o Silvestre significava lombeiro, que não trabalhava vadio. Com o Paulino significava bêbado e vadio, novamente. Com o homem que vendia droga significava trampolineiro ou ladrão dos finos e ainda ladrão dos “grossos”. Com a rainha significava devasso, assassino de caçadeira, assassino de faca e a cróia de porta aberta.
1.4 – A palavra, ao andar na boca do povo, ia mudando a sua fonética. Deste modo nem uma pessoa muito instruída poderia perceber o significado da palavra!
1.5 – O juiz, ao perceber qual era o significado da palavra inicial, concluiu que esta palavra não tinha mal nenhum, não lhe dando tanto interesse!! Por outro lado, o advogado, defendia a ideia que, apesar da palavra em causa ser inofensiva, a intenção era maldosa na mesma. Logo, o significado era irrelevante face à intenção com que é pronunciada.
1.6 – Não, alguns dias depois um colega do filho do Gomes utilizou esse vocábulo. Apesar de já ser do conhecimento geral que a palavra não tinha qualquer malícia o furor era sempre mais forte do que um simples livro impresso.
1.7 – Sim, porque através do povo as palavras adquirem novos significados, até que chega a uma altura, que a sua definição inicial não tem qualquer importância: “…a vida emendou o dicionário!”
1.8 – a) Porque uma só palavra, como que por magia, desencadeava novos significados, e era a solução para cada problema!!
b)Outro título sugestivo poderia ser “Mal-entendidos” ou “Quem não sabe…”
2.1 – Sim, era inofensivo: “Nunca o Silvestre tinha tido uma pega com ninguém. Se às vezes guerreava, com palavras azedas para cá e para lá, era apenas com os fundos da própria consciência.”
2.2 – Chamaram-nos a atenção o Silvestre, que era muito simples e sempre que podia dava o que tinha aos que precisavam. Também nos chamou a atenção o Ramos, que utilizou um vocábulo que nem sabia o significado, introduzindo a discórdia na aldeia.
2.3 – O Silvestre é um homem viúvo e sem filhos. Psicologicamente, era um homem muito manso, gostava de ajudar as pessoas, era um homem simples e inócuo.
3.1 – As expressões espaciais do texto são: “…em casa…”; “…na aldeia…”; “…à aldeia…”; “…pela ponte norte da aldeia…”; “…ponte sul…”; “…na aldeia, não já pela ponte sul que dava para a vila, mas pela ponte este que levara a terras sem nome…”; “…passava perto…”; “…na cozinha, nos trabalhos de campo…”; “…no colégio da vila…”; “…no tribunal da vila…” e “…pela freguesia…”.
3.2 – a)
Social – aldeia
Físico – em casa, ponte sul, na cozinha, no tribunal da vila, no colégio da vila…
4.1- Porque a ênfase é dada às circunstâncias e não ao tempo!!! Pois poderia acontecer em qualquer dia, o que interessa realmente é o desenrolar da acção.
4.2 – Quanto à presença é ausente (não participante), uma vez que não faz parte do desenrolar da acção e narra na 3ª pessoa. Quanto à posição, ele é subjectivo, isto é, não tece quaisquer comentários pessoais sobre o enredo, limitando-se a narrá-lo.
5.1 – O meu pagnon – sujeito
Chamou-me – predicado
Inoque – Complemento directo
Mãe – vocativo
5.2 – O filho que fora insultado no colégio, procurou no dicionário a palavra “inoque” mas não o encontrou e ficou muito desiludido. Quando a mãe o procurou, viu-o às marradas ao dicionário, o rapaz choroso disse que o seu pagnon o havia chamado de inoque e que queria saber o que era, mas não encontrava e perguntou-lhe o que queria dizer aquilo e ela disse-lhe que eram palavras ruins, como herege, mas incidiu-o a não ver.
Actividade individual
Cátia
Eu gosto imenso da frase: “Há palavras que nos beijam como se tivessem boca” de Alexandre O’Neill, porque de uma forma poeta expressa uma realidade. Quando alguém (principalmente quando é a pessoa que amamos), nos diz certas palavras, parece que os nossos corpos deixam de ser atraídos pela força da gravidade e começamos a voar pelo mundo dos sonhos. Há palavras, que não têm nada demais, são palavras simples, mas a entoação que lhes é dada, a pessoa que as pronuncia, o jeito como as diz torna-as graciosas, diria mesmo majestosas, como águias que voam com asas de liberdade. Outras palavras, têm, por si só, o significado inexplicável que nos faz estremecer dos dedos dos pés às pontas dos cabelos. Nos fazem sentir bem connosco próprios e isso transparece por fora. Assim, como nós associamos o beijo a uma coisa boa, podemos também dizer que “há palavras que nos beijam com se tivessem boca”!!!
Elodie
Gostei de todas as frases em geral mas escolhi esta “Sangrentas são as palavras e deixam vestígios através do tempo” de Herberto Herder porque acho que o autor disse tanta coisa em tão poucas palavras. No entanto, há palavras que nos magoam profundamente e deixam uma ferida no peito como uma doença crónica, nunca chegando a cicatrizar deixando um rasto de profunda tristeza e dor, essas são as palavras que jamais nos saem do coração… mas ao contrário que as pessoas pensam devíamos esquecê-las sem nenhum remorso ás palavras de rancor que ficaram por dizer e não foram ditas porque se as guardarmos ficamos com o coração em pedra, sem qualquer sentimento positivo, de tanta magoa e rancor. Espero que quem ler esta frase tome bem atenção ao que nela transmite porque ensina-nos a que às vezes há pessoas que não merece a nossa especial atenção. Por vezes as pessoas que nós gostamos também nos magoam com palavras mas sem intenção sem nos querer magoar…
A Aia…
1. Estrutura/acção
1.1 Situação inicial:
1. Um rei, moço e valente, partira a batalhar por terras distantes, deixando a sua esposa e um filho ainda bebé.
2. O rei morreu na guerra, deixando a rainha/viúva /mãe triste e desamparada.
3. No quarto do príncipe, vivia outro menino, com a mesma idade que este, filho da aia, que amamentava carinhosamente a ambos.
4. Um tio, irmão bastardo do rei, homem depravado e bravio que queria apoderar-se do trono.
1.2 Desenvolvimento
1. A aia cuidava dos dois meninos de igual modo e ternura. Quando amamentava o príncipe, pensava na tremenda morte do rei, mas acreditava porém, na vida depois da morte.
2. Uma grande confusão no palácio, reinava uma mulher entre mulheres, receavam o irmão bastardo que vinha do seu castelo e deixava um rasto de matança e ruínas.
3. Numa noite de silêncio e escuridão a aia ouviu um ruído: era o tio bastardo. Sabendo para o que ele viera (matar o príncipe) foi a correr ao quarto onde este dormia e pegou no seu filho e meteu-o no berço real. Quando o tio cruel entrou no quarto, matou o filho a aia, julgando ser o príncipe.
Conclusão
A rainha, depois de ouvir os ruídos, veio saber o que se passava. Quando soube o que a aia fizera, quis recompensá-la, levando-a ao cofre real. Pediram-lhe que escolhesse o que quisesse. A aia escolheu um punhal de ouro, e espetou-o no peito, afirmando que, após ter salvo o seu príncipe, ia agora ter com o seu filho
1.3 As sequências narrativas estão organizadas através do modo de encadeamento, porque cada acontecimento encadeia o próximo. Por exemplo: o rei morreu, e encadeou a sede de trono do irmão…
1.4 É uma narrativa fechada, porque não podemos continuar a história (uma vez que a aia, personagem principal, morre.)
2. Personagens
2.2
2.2.1 Os elementos de caracterização directa do rei são: ‘moço e valente, formoso e alegre’.
2.3 Os elementos de caracterização directa do irmão do rei são: ‘depravado e bravio homem de rapina’
2.3.1 Sim, porque assim que surgiu a oportunidade, ele dirigiu-se ao palácio, ‘deixando um rasto de matança e ruínas’, disposto a matar o próprio sobrinho para alcançar o trono.
2.4
2.4.1 A frase que nos transmite essa noção é: ‘E ela, um dia, por seu turno, remontaria num raio de lua, a habitar o palácio do seu Senhor e a fia de novo o linho das suas túnicas, e a acender de novo a caçoleta dos seu perfumes; seria no céu como fora na terra, e feliz na sua servidão’.
2.4.2 O seu conceito de vida e morte é que, a morte é apenas uma transição.
2.4.3 A aia acreditava na vida depois da morte, por isso, ela deixou o seu filho, porque acreditava que se iriam rever. Mas, sabia que o príncipe era necessário na terra, pois cabia a ele governar todo o reino de seu pai. A aia gostava de ambos, praticamente de igual forma, vendo o seu príncipe como um filho.
2.5 Parece-me lógico, porque a aia, mulher doce, meiga e fiel, gostava muito do seu príncipe, capaz de oferecer até a vida do seu próprio filho por ele.
2.6
2.7 Sim, porque o bem e o mal nunca terá fim.
2.7.1 A aia representa o bem, contrariamente ao tio bastardo, que representa o mal.
3.
3.1 O espaço físico onde se desenrola a acção é o palácio.
5.
5.1 Quanto à presença, o narrador é classificado como não participante, ou ausente.
5.2 Quanto à sua posição é subjectivo, não mostrando, de uma forma clara de que lado é que está, tecendo porém alguns comentários.
Ficha de leitura…
Cátia
Indicação Bibliográfica: Volume II da Colecção ‘Triângulo Jota’:
Título: ‘Sete dias e sete noites’
Autor: Álvaro Magalhães
Editora: Edições Asa
Assunto/Resumo: A Joana e o Jorge vão a Vivalma, numa semana de férias. Como não podia deixar de ser, eles encontraram mistérios e segredos guardados há anos e histórias impressionantes. Pediram ajuda ao Joel, o terceiro Jota, e juntos desvendaram, durante sete dias e sete noites de trabalho intenso, o que está dentro do escuro, o mistério do velho Solar dos Meneses, o paradeiro dos três bocados da fotografia da mãe do Sr. Edmundo e a identidade do pai que nunca conhecera.
A personagem que mais gostei foi o Jorge, porque, para além de ser um enorme aventureiro, sem medo de nada, sabe mentir com uma facilidade incrível, fazendo acreditar o Sr. Libório que foi eleito para cantar uma cantiga da terra num concurso organizado pela Rádio Regiões.
A personagem que menos gostei foi o Sr. Libório, por ser tão sovina e tão agressivo com todas as visitas que, corajosamente, ousassem aproximar-se do seu portão.
O lugar descrito que mais me impressionou foi o Solar dos Meneses, porque aí, se desenrolou uma intrigante história, envolta em mistérios, que com a ajuda dos três Jotas teve finalmente uma solução.
O momento da acção que gostaria de ter vivido foi quando o Sr. Edmundo leu a carta que o seu pai/professor escreveu, e quando encontrou o retrato, completo, de sua falecida mãe.
O desfecho da história agradou-me porque tem um final feliz. Como sempre, o Triângulo Jota consegui desvendar o mistério e revelar ao velho Sr. Edmundo a identidade dos seus verdadeiros pais, segredo que ele procura descobrir desde a sua meninice.
Aconselho vivamente este livro aos meus amigos porque consegue conciliar uma aventura única com o reencontro de pai e filho e com a cooperação dos amigos… O enredo desta história é excelente.
Aqui ficam registadas as frases que mais gostei:
‘Era dentro dele, algures no seu coração, que tudo se passava. E quem pode saber o que se passa no coração de quem acaba de conhecer, quase no fim da sua vida, a sua mãe?’
‘O sol aquecia e dourava a Terra, suavemente.’
Data do início da leitura: 30/03/05
Data da conclusão da leitura: 14/04/05
Nome: Cátia Rodrigues, n.º 4,
Turma: 1º CCI
Data: 18/06/05
Título: ‘Poemas diálogos, trocadilhos e versos’
Autor: Agostinho Soares dos Santos
Editora: Imprensa Portuguesa, Porto
Assunto: É um livro repleto de poemas e diálogos
A personagem que mais gostei foi o pai, porque é cómico e muda completamente na presença de visitas.
A personagem que menos gostei foi o judeu, que só queria fazer negócio à custa dos pobres índios.
O momento que gostaria de ter vivido era, na peça ‘O televisor’, quando o pai está a ver um jogo de futebol, enquanto a mãe lhe diz que a filha já namora, sem porém conseguir captar a sua atenção.
O fim agradou-me os não…? Este livro não tem uma história única, tem muitos diálogos, cujo desfecho dos quais maioritariamente me agradou.
Aconselho este livro aos meus amigos, principalmente que gostem de poesia e de teatro, porque é, realmente, um livro muito completo.
Aqui ficam registadas as frases que mais gostei:
‘Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.’
‘Perpétua era o teu nome…/Mui nobre Senhora de Cartago!/Escondendo o corpo em linho fino e púrpura’
‘Vetar é impedir o voto de funcionar’
‘Ter e não ser, ou ser e não ter… Eis a questão do nosso ser…’
Resumo do livro: Este livro não tem uma história coerente, esta obra consiste numa mistura de diálogos, versos, trocadilhos e belíssimos poemas evangélicos. Posso dizer que são obras já representadas e que têm uma lição de moral que todos nós devemos aprender.
Data de início da leitura: 30/05/05
Data de conclusão da leitura: 15/06/05
Nome: Cátia Rodrigues, n.º 4,
Turma: 1º CCI
Data: 18/06/05